Dermatologia & Cirurgia Micrográfica de Mohs | CRM: 5274668-1 RQE: 21194

Saiba mais sobre o Câncer de Pele

Saiba mais sobre o Câncer de Pele

O câncer de pele é o tipo de câncer mais comum em todo o mundo, e representa mais da metade dos diagnósticos de câncer. São estimados 188.020 novos casos no Brasil em 2014, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Há dois tipos básicos de câncer de pele, os não-melanoma, geralmente originários das células basais ou das células escamosas, e os melanomas, que têm origem nos melanócitos, as células produtoras de melanina.

Os não-melanoma representam mais de 90% do total dos casos de câncer de pele e os dois tipos mais comuns são o Carcinoma Basocelular (carcinoma de células basais) e o Carcinoma Espinocelular (carcinoma de células escamosas).

CARCINOMA BASOCELULAR (CBC):

É o câncer mais comum. Tem origem nas células basais da epiderme e representam mais de 70% dos casos de câncer de pele. É mais frequente em pessoas de meia-idade e idosos. Geralmente aparece em áreas muito expostas ao sol, como face e pescoço. Como o hábito de tomar sol e ir à praia por longos períodos se popularizou nas últimas décadas, esse tipo de câncer tem aparecido em pessoas cada vez mais jovens. O carcinoma basocelular se desenvolve lentamente, e muito raramente dá metástases, dificilmente se espalha para outras áreas do corpo.

Embora seu crescimento seja lento, ele pode causar grandes complicações, por ser capaz de invadir tecidos mais profundos, podendo levar a grandes mutilações, se não for tratado.

Existem vários subtipos histológicos de carcinoma basocelular, sendo uns mais agressivos do que outros. Os subtipos esclerodermiforme, infiltrante, micronodular, e metatípico são os mais difíceis de tratar.

Vários tratamentos estão disponíveis de acordo com a localização, subtipo histológico e condições clínicas do paciente.
A Cirurgia Micrográfica de Mohs é a técnica mais eficaz no tratamento do CBC e do CEC, e normalmente tem um custo mais elevado que as outras técnicas, por exigir treinamento especializado e equipamentos específicos. A cirurgia convencional com margem de segurança é o método mais comumente usado nos tumores pequenos bem delimitados na face. Em tumores pequenos, pouco agressivos e supeficiais pode ser usado a terapia fotodinâmica que destroi as células tumorais superficiais, através da emissão de um feixe de luz, que atua em uma substância absorvida pela pele, aplicada sobre a lesão, momentos antes do procedimento. Entretanto essas modalidades terapêuticas não são as mais indicadas em tumores de subtipo mais agressivo ou recidivados, nem para tumores mal delimitados, ou em áreas nobres na face. Para esses casos, a técnica de escolha é a Cirurgia Micrográfica de Mohs que permite a análise microscópica das margens cirúrgicas durante o procedimento, alcançando maiores taxas de cura, com menores chances de recidiva.

CARCINOMA ESPINOCELULAR (CEC):

Ou carcinoma de células escamosas tem origem na camada mais externa da epiderme e responde por cerca de 20% do total de casos. Geralmente aparece na face, pescoço, braços, tronco superior e no dorso das mãos. Pode também surgir de cicatrizes antigas ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo e até nos órgãos genitais. Carcinomas espinocelulares têm risco maior que o basocelular de invadir linfonodos (gânglios linfáticos) e outros órgãos, por metástases.

Os tratamentos disponíveis são similares ao tratamento do carcinoma basocelular, e a cirurgia micrográfica de Mohs, via de regra é considerada a mais efetiva.

Há vários outros tipos de câncer não-melanoma, mas são bem mais raros e representam apenas cerca de 1% do total.

MELANOMA MALÍGNO:

É o câncer de pele mais letal. Pode surgir em áreas expostas ou não ao raios do sol, e acomete principalmente pessoas acima dos 30 anos de idade. Tem forte relação familiar, sendo o fator genético, o principal fator de risco.

Um pinta sem suspeita de malignidade é geralmente marrom ou preta, de coloração uniforme, achatada ou levemente elevada em relação ao restante da pele. Pode ser redonda ou oval e costumam ser menores que 6 milímetros. Elas podem estar na pele já no nascimento ou aparecer depois e são “estáveis”, mantendo o tamanho, forma e cor por muitos anos. Pintas escuras, com bordas irregulares, ou de crescimento rápido podem ser suspeitas e evoluir para melanoma.

Pintas ou sinais anormais devem ser monitorados com aparelhos chamados dermatoscópios, existentes nos consultórios, e podem ajudar a diferenciar entre pintas suspeitas ou não, mas existem algumas características que caracterizam as pintas preocupantes. E podem ser classificadas em uma regra chamada ABCD:

Assimetria:
Bordas irregulares
Cor: diferentes tons de marrom, preto e, às vezes, azul, vermelho ou branco na mesma lesão
Diâmetro: a pinta tem mais de 0,5 cm (embora possa haver melanomas bem menores)

Alguns melanomas fogem dessa descrição, e o melhor é procurar um especialista se você suspeitar de algo diferente.

A confirmação ou não do diagnóstico de câncer de pele é feito através de uma biópsia, a retirada de uma amostra de tecido que vai ser analisada ao microscópio. Existem vários tipos de biópsia, podendo ser incisional o excisional, sempre feitas com anestesia, e a opção vai depender do tamanho da lesão e de sua localização no corpo.

Geralmente é necessário uma ampliação das margens cirurgicas após o resultado da primeira biópsia. Esta margem vai depender da profundidade do tumor que foi medido no exame microscópico da biópsia prévia.

Pode ser necessário a avaliação de um cirurgião oncológico ou de um oncologista, para dar continuidade ao tratamento, que normalmente é cirúrgico e clínico.

Em alguns casos raros, o melanoma se espalha (metástase) para linfonodos (gânglios linfáticos), pulmões, cérebro ou outros órgãos enquanto a lesão na pele ainda é muito pequena.

Casos metastáicos podem ser indicados para quimioterapia.

DERMATOFIBROSARCOMA PROTUBERANS

É um tumor de partes moles, que raramente da metástases, mas que é muito invasivo localmente, tendo indicação formal de Cirurgia Micrográfica de Mohs .

Para detecção precoce do câncer de pele, o acompanhamento semestral e monitoramento das pintas suspeitas com o seu dermatologista é fortemente recomendável.


(Foto: Dr. Frederico e sua equipe de Cirurgia Micrografica de Mohs)